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A VOZ ROUCA DAS RUAS E A NOSSA NECESSIDADE DE MUDANÇAS...


A humanidade tem dentro de si um desejo, ou por que não dizer, uma necessidade de mudanças.
Os Estados Unidos, a nação mais rica e poderosa até pouco tempo atrás, marcou história ao eleger o primeiro presidente negro de sua história quase seis anos atrás.
Não mais um John, Bill ou George, mas um Barack Houssein!
Seu discurso apaixonado propondo “CHANGE!” calou fundo no coração dos americanos, e um “tempo de mudanças” teve início.
Mudanças no sistema de saúde, na economia, nos valores americanos históricos.
Mudanças que chocaram a tantos, mas que agradaram a outros tantos, e o Barack foi reeleito!
Mudanças na forma como tratam Israel e como tratam os evangélicos.
Mudanças na forma como tratam os árabes e como tratam os muçulmanos.
CHANGE!
Inegável a mudança hoje em curso na América, impossível de se avaliar se boa ou se má.
E também inegável que, claramente, existem hoje milhões de americanos que querem outra mudança...
Mudanças e mais mudanças, mudanças sem fim...
Mas este fenômeno não diz respeito apenas aos americanos.
Do “alto” de meus 52 anos, sou hoje uma testemunha de mudanças que foram e ainda são clamadas, exigidas, suplicadas, propostas, impostas, anunciadas, conquistadas, sonegadas, criticadas, aclamadas, amadas e odiadas...
Que estão em curso, e que tiveram lugar desde que me entendo por gente.
E antes mesmo de meus bisavós terem nascido.
Mas não quero avaliar as que aconteceram antes de eu nascer...
Quero ficar apenas naquelas contemporâneas à minha curta e fugaz existência.
Passageira como um vapor.
Não quero considerar apenas o clamor da assim denominada “voz rouca das ruas” do Brasil, que estaria supostamente clamando por mudanças, talvez apenas políticas ou de governo...
as, sim, quero avaliar a humanidade contemporânea, em todas as nações, classes sociais e sistemas de governo clamando por mudanças...
E sua real necessidade interior de mudanças.
Mas, claro, o farei a partir da minha ótica limitada, a partir do que consigo ver ou vivenciar ou conviver aqui do Brasil...
E o que vejo... é que “não há nada de novo sob o sol”... como nos ensinou Salomão...
Considere comigo se isso não é verdade...
Acompanhei a assim chamada revolução sexual, Woodstock, a libertação das mulheres, a transformação dos homens, e até a “transformização”, inclusive.
Famílias tradicionais com papai, mamãe, filhos e filhas sendo substituídas por toda a sorte de protagonistas.
O desquite, a separação, o divórcio.
O fim do casamento.
O marido da minha mãe, a esposa do meu pai, o terceiro marido, a quarta esposa, casais casados morando em casas separadas, casais não casados morando juntos.
Homens com homens, mulheres com mulheres...
Os pais que corrigiam seus filhos, os pais que não podem mais corrigir seus filhos, os pais perdendo seus filhos, os filhos exigindo na justiça seus direitos aos pais...
Os pais sem filhos, e os filhos sem pais...
E todas as mudanças ainda em curso.
Acompanhei a assim chamada liberação dos costumes, com o surgimento da maconha, cocaína, LSD, drogas sintéticas, até as marchas da maconha...
Da briga para a veiculação das propagandas de álcool e cigarros na TV, brincos, piercings, tatuagens, cabelos longos, cabelos curtos, barbas, bigodes, cavanhaques, cabelos azuis, vermelhos, amarelos e descoloridos.
Das festinhas de colégio, dos “mingaus”, dos bailinhos, das baladas, das raves, das loucuras insanas e intermináveis de estas de dias...
Que geram os motoristas alcoolizados, drogados, os violentos, as gangs, os agressores, os que queimam pessoas nas ruas por prazer.
Das mudanças nas formas de se vestir, (ou se despir), fim da ditadura militar, queda do muro de Berlim, do fim da guerra fria.
Do fim das comidas preparadas pelas mães em casa, para as pré-preparadas,  as industrializadas, as liofilizadas, para as congeladas, para as fast food, para as junk food, para a fome de centenas de milhões.
Mudanças e mais mudanças...
Do homem na lua, das excursões robóticas aos confins das galáxias, o homem no fundo do mar, no topo das mais altas montanhas, o homem na neve, no deserto, nas ilhas, na selva de pedra, da preparação da excursão sem volta do homem a marte.
Do clamor pela mudança nas relações de trabalho, das carreiras de antigamente, para a nova empregabilidade, para o fim do emprego, para a nova a profissionalização.
Downsizings, rightsizings, reengenharias, consultorias, Qualidade Total, ISSO 9000, 9001, 9002...
Dos processos de automação, para os profissionais do seguro deseprego e das bolsas de toda sorte.
Das máquinas de escrever elétrica, dos telex, dos fax, dos pagers, dos celulares, das redes locais, internet, e-mails, websites , YouTube, Facebook, videogames de últimas gerações e até mesmo a nova realidade virtual.
A busca desenfreada por mudanças em todas as áreas possíveis e imagináveis.
A necessidade das mudanças.
A sede de mudança.
A discussão da real responsabilidade do Estado, da irresponsabilidade do Estado, do papel do Estado, da vida pública, da vida privada.
Sistemas de governo.
Sistemas de desgoverno.
Da ditadura, do fim da ditadura, das Diretas Já, dos partidos políticos, eleições livres, eleições de cabresto, eleições manipuladas, eleições falsificadas.
Caras pintadas, impeachment, e a primavera de 2013.
Plesbicito sobre parlamentarismo, monarquia ou democracia. Plesbicito sobre desarmamento.
Plesbicito sobre plesbicito.
Sucessão, reeleição.
Moedas e mais moedas.
Cruzeiro, cruzeiro novo, plano real, URVs, cruzado, cruzado novo, real, cruzeiro...
Cortamos zeros e mais zeros.
Congelamentos, tabelamentos, ágios, intervenção.
Desejos de mudanças.
Necessidades de mudanças.
Desespero por mudanças.
Desespero por serem alcançados pelas mudanças... do lado errado...
Mudanças na alimentação, na saúde, na prática de esportes.
Corpos sarados, anabolizados, plastificados, siliconados, transmodificados.
A insaciável busca por mudanças.
E, claro, as revoluções religiosas...
Os gurus, os renovadores, as revoluções espirituais alimentares, os livros sagrados, os anjos com revelações, cientologia, cosmologia, sinestesia, ufologia.
Amuletos, superstições, crendices, simpatias.
E, por fim, as revoluções ditas evangélicas.
Avivamentos, pós-avivamentos, pós-modernidade, uma nova unção, uma nova revelação, um novo ângulo da igreja em crise.
E ainda, ou também, um novo retorno ao antigo, aos fundamentos, aos "guardiões da fé".
Um novo livro, um novo seminário, uma nova denominação.
E o homem, apesar de tudo isso, pelo menos pelo que observo nos últimos 50 anos, ainda se sente vazio.
Embora tenha conquistado todo o conforto...
Do fogão a lenha, dos banhos de água fria, à casa tecnológica, com tudo o que a tecnologia pode oferecer...
Ainda clamando por mudanças em tudo o que é visível, em tudo o que o afeta no em torno.
Como sempre fez, ao longo dos milênios de mudanças e mais mudanças.
As mudanças conquistadas não mais o satisfazem.
Não resolvem...
Frustram.
Não saciam a questão interior.
Como correr atrás do vento.
Atrás do pote de ouro no fim do arco íris...
“Nada de novo sob o sol”...
A mudança necessária não é a de fora, não é das coisas, não é dos sistemas...
É interior.
A necessidade é de um reencontro com o que deveríamos ter sido, e não fomos.
É um clamor interior por voltar para casa.
Por voltar ao lar.
Por voltar a Deus, através do Cristo.
Por voltar ao Éden através da fé.
Por voltar a ser quem nunca deveríamos ter deixado de ser.
Volte ao lar.
Volte a Jesus.
A verdadeira mudança começa no coração...
Para que possamos experimentar a real mudança que virá.
Novos céus e nova terra.
A real mudança será aquela liderada por Jesus.
Breve, em um lugar próximo de você...
Seu clamor por mudanças será atendido...
Se você estiver preparado...
E eu também...
Antes que o pó volte a terra, e o espírito volte a Deus, que o deu...
Deus abençoe!

SHALOM!

Haroldo Maranhão

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